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Calor também aumenta a pressão

Você sabia que o clima influencia diretamente no nosso corpo? Nosso sistema busca constantemente equilibrar a temperatura interna de acordo com a temperatura externa. Logo, nos dias quentes ocorre a vasodilatação das artérias, fazendo com que o sangue circule mais livremente. A transpiração também aumenta nesses períodos de calor intenso, e ocorre uma grande perda de água, componente principal do sangue causando queda do volume de sangue circulando nas artérias e consequentemente da pressão.

Com a constante variação da pressão arterial causada pelo calor, os hipertensos precisam ficar em alerta. As quedas repentinas na pressão alteram a dinâmica do sangue no corpo aumentando o risco de resposta cardiovascular, ou seja, logo que a pressão cai ela pode voltar a subir repentinamente, e assim gerar quadros de infarto ou AVC. Caso apresentem os sintomas como tonturas, sonolência, palpitação ou dor de cabeça entre em contato com seu cardiologista.

A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que afeta cerca de mais de 38 milhões de brasileiros na idade adulta. A doença acontece quando o sangue é bombeado contra as artérias com muita força, e isso dificulta a circulação.

Acompanhe este conteúdo e saiba o que é a pressão arterial, quais os sintomas, como é feitos o diagnóstico, como prevenir e os possíveis tratamentos para a doença.

O que é a hipertensão arterial

A hipertensão arterial, possui como característica principal os níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Isso acontece quando a medida da pressão está frequentemente acima de 140 por 90 mmHg.

Vale lembrar que os valores da pressão arterial não são contínuos, ou seja, tendem a variar de acordo com as atividades realizadas durante o dia. Quando estamos em repouso, dormindo ou relaxados a pressão tende a cair, e sobem com atividades físicas, agitação ou estresse.

Pessoas hipertensas tem maior propensão para apresentar diversas doenças, entre elas comprometimentos vasculares, tanto cerebrais como AVC, quanto cardíacos como infarto e doença renal crônica, alteração na visão e impotência sexual.

Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas em todo mundo possuam pressão alta. No Brasil, a situação é bastante crítica, segundo o Ministério da Saúde, 388 pessoas morrem por dia devido a complicações causadas pela hipertensão. São cerca de 16 óbitos por hora, sendo que 37% ocorrem de forma precoce, em pessoas com menos de 70 anos. Esses dados são alarmantes e mostram como a gravidade dessa doença afeta a saúde pública.

Uma de suas características é ser silenciosa e não apresentar sinais ou sintomas em sua fase inicial, por esse motivo é tão importante a realização de exames preventivos para um diagnostico precoce da doença

O que causa a hipertensão

A causa da hipertensão arterial acontece por diversos elementos. Fatores genéticos, hereditários e a idade estão muito relacionados com o desenvolvimento da doença.

Também podemos dizer que a pressão alta é mais comum na população idosa. Somente no ano de 2021 49,4% dos adultos com mais de 65 anos receberam o diagnostico da doença no Brasil. Com o envelhecimento, os vasos sanguíneos vão se tornando mais rígidos, e aumentando a pressão naturalmente.

Obesidade, sedentarismo, má alimentação, consumo exagerado de bebidas alcoólicas, tabagismo, excesso de sódio e estresse também são fatores que corroboram para o desenvolvimento da hipertensão. Quando somados aos fatores genéticos podem ser determinantes para o surgimento da doença.

A hipertensão também pode ser dividida em duas vertentes. Na hipertensão primaria, o tipo mais comum entre a população, não é possível saber exatamente qual a causa que levou a desenvolver o quadro. Como a patologia depende de vários fatores para seu desenvolvimento, é difícil determinar com precisão qual ou quais deles foram os responsáveis. Por outro lado, a hipertensão secundária tem a causa bem determinada normalmente relacionada a obesidade, hábitos de vida e fatores ambientais.

Logo subdividimos os fatores de risco em dois grupos.

Fatores de risco não controláveis

  • Idade - homens acima de 55 anos e mulheres acima dos 65 tem mais chance de desenvolverem hipertensão
  • Genética - se você tem algum parente próximo que tenha pressão alta, você tem mais chances de desenvolver a doença

Fatores de risco controláveis

  • Excesso de peso – o sobrepeso dificulta a circulação do sangue e pode aumentar a pressão nos vasos.
  • Excesso de sal – o sódio contido no sal retem líquidos no organismo, o que pode obstruir os vasos sanguíneos
  • Sedentarismo – a falta de exercícios físicos aumenta as chances de desenvolver hipertensão
  • Tabagismo - substâncias toxicas encontradas no cigarro contraem os vasos sanguíneos, o que aumenta a pressão arterial
  • Consumo de álcool – além de ser muito calórico, o álcool aumenta a pressão arterial no organismo
  • Estresse – passar por muitas situações de estresse no dia a dia poder ser um fator de risco para a pressão.

Sinais e sintomas da doença

A Hipertensão arterial costuma não apresentar sintomas e o paciente tende a descobrir somente quando está em uma consulta de rotina. Entretanto, estes sinais surgem quando a pressão está muito acima da média.

  • Dor de cabeça forte
  • Fraqueza
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Cansaço excessivo
  • Tonturas
  • Visão embaçada
  • Dificuldade para respirar
  • Ansiedade excessiva
  • Dor no peito
  • Zumbido no ouvido
  • Sangramento pelo nariz
  • Perda de consciência

Quero me prevenir, o que faço?

Tendo ou não a pré-disposição à hipertensão, todo mundo pode se prevenir adotando hábitos de vida saudáveis. Dentre eles estão:

  • Manter o peso adequado, evitando a obesidade
  • Não abusar do sódio
  • Evitar alimentos gordurosos
  • Praticar atividades físicas regularmente
  • Evitar o tabagismo
  • Moderar no consumo de álcool
  • Controlar o diabetes
  • Evitar o estresse
  • Aproveitar momentos de lazer
  • Medir a pressão arterial com regularidade

Tratamento para hipertensão

Em primeiro lugar, para ter um tratamento eficaz, o paciente precisa mudar os hábitos e o estilo de vida. Faz parte do tratamento adotar uma dieta equilibrada, estar com o peso corporal dentro dos parâmetros saudáveis, redução do consumo de sal na alimentação, realizar atividades físicas, evitar bebidas alcoólicas, não fumar e controlar os níveis de estresse.

Para alguns pacientes é necessário também o tratamento farmacológico por medicamentos anti-hipertensivos e diuréticos. Existem muitas opções para esse tratamento, mas será o cardiologista analisando as necessidades do paciente que irá receitar o tratamento mais eficiente.

Se você se identificou com esse artigo e apresenta algum dos sintomas listado nessa matéria, clique em “Agende a sua consulta!” e converse com um de nossos cardiologistas.

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